Entrevista com Geyme Lechner Mannes, autora do livro “Meninas bonitas não são para casar”

É com enorme alegria que apresento entrevista que fiz com a já querida Geyme, autora do livro Meninas bonitas não são para casar. Ainda não li o livro, mas fico cada vez mais com àgua na boca todas as vezes em que devoro a sinopse. 

Devore você também:

O futuro de uma jovem violentada poderia ter sido diferente. A descoberta do primeiro amor, uma mãe cruel, um pai alcoólatra e a inveja de uma irmã marcam profundamente a adolescência de Roberta e trazem como conseqüência, um futuro cheio de controvérsias perigosas.
A menina inocente é enterrada e em uma nova cidade nasce uma nova mulher. (continua aqui)

Para quem não conhece a Ge, ela é Escritora, critica de política, filosofa do cotidiano, avessa à ditadura do sistema imposto, contraria ao “status quo” da conformidade. Casada, mora em Leipzig na Alemanha. Ge é também blogueira, dona do Boutique de Idéias.

Geyme Lechner Mannes, autora do livro Meninas bonitas não são para casar

Confira a entrevista: 

Como surgiu a ideia do livro? 
 A ideia do livro na verdade não surgiu nunca, eu comecei escrevendo devagarzinho sem saber “o que” nem para “onde”. Quando percebi que tinha uma historia com lugar definido e alguns personagens, fui encaixando tudo posteriormente, similar a uma obra de arquitetura. Situações, encontros e desencontros, personagens vítimas de si mesmos e seus desafetos. Ainda que eu não tivesse uma ideia quando sentei-me para escrever as primeiras linhas da obra, tinha imensa vontade de criar um romance que eu mesma gostaria de ler. Reconheci minha vontade voraz de escrever e obedeci este desejo.

Como você descobriu que queria ser escritora? 
Bem, não sou partidária de fazer o tipo que diz: “Leio tudo que cai em minhas mãos”, esse tempo existiu, mas partiu para longe. Adoro ler, mas leio só o que me interessa e me dá prazer, se não gosto de uma leitura, invisto até certo ponto, depois desisto. Pode soar arrogante, mas como leitora exigente e “destruidora” de livros que sou desde faz muito tempo, tive momentos de insatisfação com livros muito bons. Algumas vezes flagrei-me dizendo a mim mesma: Por que o autor não escreveu de outra forma? (como eu queria que fosse) e dava meus próprios desfechos, “consertava” tudo que poderia ser melhorado (para o deleite de minha própria leitura).

Morar na Alemanha é uma opção pessoal ou profissional? Escritora brasileira, sofre preconceitos? 
Absolutamente pessoal, meu marido (e meu manager também), é alemão. Resolvi encarar esse país como um super-desafio dado as diferenças de cultura e principalmente de idioma. Ainda que a opção de morar na Alemanha seja pessoal, escrevo meu segundo livro enquanto tento uma publicação na Europa, Portugal é nosso primeiro país “alvo”. 

Para responder a segunda pergunta, diria que o maior preconceito que escritoras brasileiras sofrem é no próprio Brasil. Não falo pelo gênero sexual, mas pelo fato de escritor brasileiro ser dividido em níveis, ora como super star (alguns gatos pingados), ora com suas obras confinadas dentro de gavetas. As editoras no Brasil nem recebem mais os originais, a grande maioria funciona apenas através de agentes literários. Para citar um exemplo, participamos da feira do livro em Frankfurt, a maior e mais importante mundialmente, levei alguns originais e apresentamos na associação de escritores da América Latina, situada em Berlim, levamos também para editoras alemãs, fizemos contatos com espanhóis, outros escritores… foi fantástico, os únicos arrogantes que encontramos na feira foram os representantes da Cia das letras, editora brasileira, lamentável….. Encontrar brasileiros fora do Brasil e sentir a soberba proposta… 

Está lendo algum livro atualmente? Qual? 
Acabei O retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde (interessantíssimo!) e comecei: O perfume, a história de um assassino.

Qual seu tipo de leitura favorita? 
Romances, sempre romances, bons romances!

Recorda-se qual foi o primeiro livro que leu? 
Com certeza absoluta: O outro lado da meia-noite de Sidney Sheldon.

Quem, ou o que, te inspira a escrever? 
A vida por ela só, pessoas, manias, reações, percepções… Sou curiosa e atenta, tudo e todos podem ser frutos para uma boa história! Poderia responder essa pergunta com os agradecimentos que escrevi no meu livro (eles serão sempre válidos), vou resumir: “Agradeço todas as pessoas que de alguma forma contribuíram com suas loucuras, aos que sobreviveram a problemas estúpidos e aos que resolveram grandes problemas… aos que não souberam lidar com paixões, aos suicidas, aos amores obsessivos, à razão dos insanos… Agradeço todo delírio humano que de alguma forma foi (e é) fonte para minha inspiração!”

Quando e porque você começou a escrever: Meninas bonitas não são para casar? 
Comecei a escrever mais ou menos em 2002, quando não encontrava mais livros que me satisfizessem, então pensei: Por que não escrevo meu próprio livro? Entre plantões que fazia no hospital e a faculdade de administração, dedicava-me a escrever um pouco a cada dia. Levei mais de 3 anos e terminei a obra quando estudava filosofia na Argentina, em 2006. O livro estava encadernado na minha prateleira, ano passado com o incentivo incondicional de meu marido, resolvemos divulgar a obra e tirá-lo da estante.

Como foi a escolha do titulo? 
Foi muito mais difícil que escrever o livro, rsrs. O nome original era: Anjos em pecado. Meu agente literário, Zeca Martins, disse que eu ainda necessitava trabalhar o título, depois de centenas de nomes apareceu: Meninas bonitas não são para casar, eu gostei, ele gostou e todos ficamos felizes! O título vai de encontro aos desencontros amorosos, a beleza às vezes é a pior inimiga… e coincidentemente (já que o título veio depois), as garotas na obra, não vivem o famoso: E foram felizes para sempre… 

 Eu particularmente me apaixonei pela capa. Você teve participação na escolha? 
Minha participação foi somente para aprovar, a capa foi a primeira opção que me enviaram, não tive duvidas, aprovei instantaneamente. Ainda que às vezes a capa confunda os leitores, com sua cor rosa e seu vestidinho de noiva guardado no guarda-roupas, mas a antítese contrastante entre capa e história também me agradaram. Mas aviso: Não se iludam, o livro tem indicação para maiores de 16 anos!

É difícil publicar um livro? 
Sem querer ser pessimista, mas acredito que ganhar na mega-sena é ainda mais fácil, rsrsrs Escritores desconhecidos no Brasil sofrem inúmeras limitações. As editoras não assumem riscos e não chegam sequer a ler o material. Chegamos numa “era” em que lamentavelmente, os escritores precisam patrocinar os próprios livros, divulgar, trabalhar, retrabalhar… com talento e sorte, quem sabe as portas se abram.
 
Qual a dica para quem pretende ser uma escritora?
Inspiração, motivação e percepção para senti-los; ter (ou ser) constantemente bons ouvidos; bons olhos! Ler muito, ter opinião crítica, dominar o português (ainda que existam pessoas que desconsiderem este quesito, para mim é fundamental), exercitar a redação e imaginação em qualquer aspecto no dia-a-dia, aliar tudo isso com uma história que prenda o leitor em algum aspecto determinado, ou, vários deles, entender e conhecer cada personagem e ambiente criado, superar os pudores morais em determinadas circunstancias, ousar, romper regras de conduta! Criar, inovar e ser demasiadamente paciente para escrever a própria obra página por página!

Preparem-se, pois em breve teremos promoção do livro aqui no blog e no twitter

 

 

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Saiba mais sobre Chick Lit

Quem já me conhece pelo menos um pouquinho, sabe que eu sou apaixonada por livros. E mais ainda pelo gênero Chick Lit. 

Chick-Lit é a literatura voltada para o sexo feminino, vulgarmente chamada de “Literatura de Mulherzinha”. A despeito de todas as criticas, Chick-Lits são romances leves, divertidos e charmosos, que são o retrato da mulher moderna, independente, culta e audaciosa.  É um gênero que  faz parte da literatura voltada para o entretenimento, cujo objetivo principal é  divertir.
 

Saiba mais sobre o gênero Chick Lit e os seus subgêneros aqui 

 
 

Livros que estou lendo e que estão na minha fila de leitura

Livros que estou lendo e que estão na minha fila de leitura

  

Aproveito para indicar dois blogs que eu ADORO e visito sempre que tem alguma atualização. O primeiro deles é responsável pelas informações acima sobre Chick Lit e seus subgêneros. Visitem, tenho certeza que vocês vão amar tanto quanto eu!!! 🙂

Lost in Chick Lit 

 

Deus-Dará de Ana Miranda

Livro da Editora Casa Amarela, Crônicas, 2003, 223 páginas. (Leitura concluída em 24/06/07)

Escrevi sobre esse livro há um bom tempo. As anotações foram feitas em ficha pautada e estavam guardadas para mim. Como pretendo públicar minhas resenhas mais vezes, decidi começar por esta que tem um valor todo especial.

Quando o li, desejei como promessa pessoal escrever para a Ana Miranda “tentando” descrever minha experiência com o livro. Confesso que meu desejo era o de ser amiga dela, de conhecer as pessoas que ela conhece, estar nos lugares que ela frequenta… mas saber que ela saberia da minha admiração por ela já me deixava feliz. Foi o que fiz na época, enviei um e-mail e não tive resposta, mas o importante é que ela sabe o quanto a leitura dessas crônicas me foram prazerozas.

Este livro reúne crônicas que Ana Miranda escreveu para a revista ‘Caros Amigos’, durante os anos em que vem colaborando com a publicação.

Deus-daráI ♥:

→ Quando viajamos com uma pessoa a conhecemos verdadeiramente

→ Percebi que ele era uma preciosidade, algo como uma florzinha que nasce num asfalto, um gotejar de àgua num deserto

→ Iria beijar as páginas como eu algumas vezes fizera, ou deixar cair lágrimas no papel?

→ A forma humana da literatura e da memória é o livro

Ana e sua vida exposta em crônicas me fascinaram tanto que não conseguia parar de ler (o que não é incomum). Tudo que a Ana escreve é tão cheio de poesias que mesmo eu não gostando de poesias, estou vendo flores em pedra. Selecionei tantas e tantas frases do livro, mas o espaço é curto para todas elas. Aprendi muito com ela tambem. Li o livro com o dicionário do lado, e apesar disso a leitura não é nem um pouco cansativa, pelo contrário, o domínio que Ana tem das palavras é incrível. Uma outra coisa que me encontou foi fato de que vi na Ana muito de mim mesma, pequenas manias e principalmente o sentimento com livros. As crônicas que mais gostei foram: Um bom livro, Minha biblioteca, O leitor, Para ser lido às crianças, O rosto do escritor, Parque de diversões e muitos outros.

Lendo Lua Nova…

Passei a noite toda acordada (fui dormir as 8:30) pq não consigo me desligar do livro… está difícil, choro o tempo todo me colocando no lugar da Bella, como ela tem conseguido ficar longe do Edward… ai ai ai, esse filme que não chega logo!!!

Agora tenho que ir, preciso continuar lendo, estou no Capítulo Volterra!!!

Bjokas

Lua Nova + Eclipse

Até o próximo post!

 

Hoje acordei me sentindo cansada, não fisicamente, mas… da vida sabe? E sabem como e quando melhorei? Quando meus livros chegaram, hehehe

Comprei no site das Americanas.com à alguns dias e chegaram hoje! Meu humor mudou TOTALMENTE!!! Como pode né? Sou apaixonada por livros, eles me fazem bem, tê-los me deixa alegre, o cheiro me fascina, adoro ficar lendo a capa, a contra-capa, a lombada, a orelha, ficar curtindo o livro mesmo… Fascinante!!! 🙂

Vou devorar o Lua Nova agora, depois conto o que achei, pq as expectátivas são ótimas, rs

 Bjoks

Comprei!

Ai gente… tô aqui lendo meu “Um bestseller pra chamar de meu” mas não aguento de pensar no Edward, adivinha o que eu fiz? Entrei no site das Americanas pra “avaliar” os livros e acabei comprando, hehehe

Ahhh o Lua Nova e o Eclipse estava em promoção… como não comprar???

Assim que chegar, eu posto!

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+ Livros

Posso dizer que existem pouquíssimas sensações para mim melhores do que comprar/ter livros. Sou APAIXONADA. Comprei semana passada pela internet dois livros que eu estava querendo muuuuito. Crepúsculo da Sthepenie Meyer e Um bestseller pra chamar de meu da Marian Keyes, meu primeiro dela.  Claro que eu já devorei um deles, o Crepúsculo.

Livros 22.01.2009

Quando eu comprei eu ainda não tinha assistido o filme, então eu pensava que iria ler o da Marian primeiro, mas depois de assistir, eu não resisti e já o devorei. LINDO, agora tô louca, melhor dizer desesperada para comprar os outros. Mas vou ter que esperar um pouquinho pra tê-los. O ano passado minha meta era comprar 12 livros e eu cumpri. Esse ano são 30. Agora, 28, hehehe Espero que eu goste tanto do da Marian quanto ouço falar dos livros dela, vou iniciar hoje, parecem ser bem minha cara 🙂

Comprei essa semana também 4 DVDs, quando chegarem eu posto! Como o ano passado eu não comprei nenhum original, esse ano a meta são comprar 12. Agora 8 né. Os próximos provavelmente serão os do Will Smith, o Crepúsculo, Um amor pra recordar e Nunca fui beijada. Meus preferidões. Mas eu sou uma apaixonada por filmes, então tudo pode mudar… hehehe

Até +